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Por que prego como prego?


Em nossa igreja já expus o livro de Rute e agora estou expondo o livro de Genesis nos cultos de domingo pela manhã, e o Evangelho de Marcos, nos cultos de domingo a noite. Minha oração é que o Senhor me conceda a graça de pregar toda a Bíblia em nossa igreja.


Talvez você se pergunte: Por quê? Não poderia ser de outra forma? Não seria melhor mesclar com temas da atualidade que são interessantes para todos, ou histórias que nos fazem pensar em princípios relevantes?


A minha resposta para essa pergunta é: não, não pode ser de outra forma! Por quê? Por uma razão muito simples: porque como pregador da Palavra de Deus fui ordenado pelo Deus da Palavra a pregar somente a Palavra. É o que Paulo diz a Timóteo: “Pregue a Palavra” (2 Tm 4.2). E por que pregar a Palavra? Paulo antes de ordenar Timóteo a pregar a Palavra afirmou que “TODA a Palavra é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16).


Esse entendimento é expresso na primeira Confissão de Fé Batista, a chamada Confissão Londrina, que foi publicada em 1677/1689, em 32 capítulos, com a recomendação de mais de cem igrejas na Europa.


A primeira cláusula dessa Confissão diz o seguinte:


“A Sagrada Escritura é a única, suficiente, correta e infalível regra de todo conhecimento, fé e obediência salvíficos, embora a luz da natureza e as obras da criação e da providência manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, a ponto de tornar os homens indesculpáveis; ainda assim, não são suficientes para oferecer aquele conhecimento de Deus e de Sua vontade, que é necessário para a salvação. Portanto aprouve ao Senhor, em diversas ocasiões, e de muitas maneiras, revelar-Se, e declarar a Sua vontade para a Sua igreja; e, posteriormente, para melhor preservação e propagação da verdade, e para o mais seguro estabelecimento e consolo da igreja contra a corrupção da carne, e a malícia de Satanás e do mundo, concedeu a mesma completamente por escrito; o que faz das Sagradas Escrituras indispensáveis. Aqueles antigos modos de Deus revelar a Sua vontade ao Seu povo estão agora completados.” (Pais Batistas Particulares. A Confissão de Fé Batista de 1689 + Um Catecismo Puritano Compilado por C.H. Spurgeon (pp. 16-17). Ed. O Estandarte de Cristo.


Esta cláusula foi mantida em todas as confissões subsequentes e consta ainda hoje nas Confissões de fé do povo Batista de todo o mundo.


Entendo que ela é relevante porque reflete o entendimento acertado, por parte dos signatários, a respeito das Escrituras, que testemunham a respeito de si mesmas (cf.: Sl 19; Sl 119; 2 Tm 3.16; 1 Pe 1.25, etc).


A implicação disso é muito óbvia. Uma vez que a Escritura é a Palavra de Deus, logo toda ela, e somente ela, deve ser pregada.


Mas, o que significa considerar a Escritura como única, suficiente, correta e infalível regra de fé e prática? Dentre outras coisas significa pensar a cultura a partir da Escritura e não a Escritura a partir da cultura.


Em outras palavras: A Bíblia é a regra e não os especialistas de psicologia, sociologia, antropologia, etc. A Bíblia é a regra e não o que é convencional, "normal" em dado grupo social. A Bíblia é a regra e não o que diz os documentos de minha igreja/denominação. A Bíblia é a regra e não o que diz os pastores midiáticos. A Bíblia é a regra e não as minhas experiências místicas, ou de quem quer que seja.


A partir disso tenho suplicado pela Graça do Senhor para viver as seguintes resoluções e convido-o para juntar-se a mim:


Na vida pessoal

1- Por meio de estudo diligente e constante buscar entender a Escritura por ela mesma, levando em consideração o princípio de interpretação histórico-gramatical;

2- Rejeitar a interpretação subjetivista e espiritualista de muitos evangélicos hoje, que distorcem a intenção original do autor ao interpretar o texto de acordo com a subjetividade do leitor e buscam um suposto sentido espiritual por detrás do sentido natural do texto bíblico.

3- Jamais impor meus pensamentos ao texto bíblico. Isso significa identificar criticamente meus pressupostos e submetê-los humildemente à autoridade das Escrituras.

4- Uma vez que o texto for corretamente compreendido, aplicá-lo na minha vida pessoal, ainda que isso implique em perdas;

5- Aplicar as Escrituras primeiramente a mim, com toda a humildade, buscando nela o entendimento claro do que precisa ser mudado em mim mesmo.

Na família

6- Procurar exercer meu papel como cônjuge e pai de acordo com o que as Escrituras orientam, e não de acordo com o que é imposto como socialmente convencional pela cultura ocidental humanista/secularista.

7- Ser exemplo, para esposa e filho, de um homem submetido à Palavra.

8- Assumir a responsabilidade de ensinar para meu filho o que há de mais valioso na vida: as Escrituras.

Como pastor/pregador

9- Pregar somente as Escrituras e não livros, de quem quer que seja. 10- Pregar somente o que a Bíblia diz e não o que se considera que ela deveria dizer;

11- Pregar toda a Escritura e não somente o que se gosta dela (por isso que adoto o método de pregação de livros inteiros da Bíblia). Ainda que seja contrário ao que se convenciona na sociedade moderna sobre temas ditos polêmicos como: casamento, criação de filhos, ministério pastoral feminino, etc.

12- Perseguir insistentemente a coerência entre o que se prega e o que se vive.

Esse não é um caminho fácil! (Somente a graça de Deus tem me dado um coração que se aflige com isso). É um caminho que provoca reações adversas das pessoas, até mesmo as mais próximas. Uns dizem que é radicalismo, fundamentalismo; outros dizem que é biblicismo. Entretanto, eu prefiro ficar com a opinião de Cristo: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).


Pr. Nelson Galvão

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