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Paz... que Deus tire a sua!


Em época de virada de ano as pessoas costumam se confraternizar e expressar seus desejos. Normalmente esses desejos dizem respeito à “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”, como diz a famigerada música de ano novo.

 

Existem outros desejos também que são expressos na virada do ano. Entre eles está a paz. Inclusive, uma das cores prediletas para a passagem de ano é o branco, simbolizando esse desejo pela paz. Queremos paz para o Oriente Médio, paz para a Ucrânia, etc.

 

Acontece que o conceito de paz é muito fluído em nossa cultura, e vai muito além da questão das guerras. Para muita gente, a paz é subjetiva, um sentimento, uma sensação de tranquilidade. É nesse sentido que a paz aparece na famosa música de Roberto Carlos, “Emoções”: Mas eu estou aqui/Vivendo esse momento lindo/De frente pra você/E as emoções se repetindo/Em paz com a vida/E o que ela me traz.

 

Diante disso, as pessoas vivem em imoralidade, bebedeiras, mentiras, avareza, corrupção e, diga-se, tudo isso sentindo muita paz! É dessa forma que as pessoas seguem seu caminho de morte, com muita paz!

 

Inadvertidamente, muitos evangélicos, totalmente absortos por esse conceito, interpretam erroneamente Colossenses 3.15:

 

Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.” (ARA).

 

Segundo o entendimento de alguns, esse texto diz que se sentirmos paz, está tudo bem. Então, de acordo com estes, embora vivamos uma vida dupla (na igreja uma coisa, fora outra), estejamos rompidos com o cônjuge, não tenhamos relacionamento com os filhos, vivamos em discórdias com os irmãos da igreja, mas sentimos paz, então... tudo bem!

 

Quanto engano! O problema com essa forma de pensar é que ela faz parte da relativização dominante em nossos dias e, como tal, é um desvio da verdade da Palavra de Deus, que é objetiva.

 

Antes de Colossenses 3.15, vem Colossenses 3.5-8:

 

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” (ARA).

 

Veja que Paulo afirma que prostituição, impureza, etc, fazem parte da conduta dos filhos da desobediência, e por causa dessas coisas vem a ira de Deus.

 

Portanto, Paulo não diz que se sentirmos paz, está tudo bem. O que Paulo diz em Cl 3.15, é que, por causa do nosso pecado, éramos inimigos de Deus e uns dos outros. Entretanto, Cristo em Sua morte e ressurreição conquistou para nós a paz com Deus e uns com os outros. Ele nos fez um só corpo.

 

Sendo assim, essa paz deve governar os nossos corações (o homem interior, razão, vontade e emoções) de tal maneira que ela seja o princípio norteador nos nossos relacionamentos interpessoais. Ou seja, nossas ações e palavras devem estar sujeitas ao escrutínio da paz.

 

Dessa forma, precisamos pensar:

 

- O que penso, digo e faço, está de acordo com a Palavra de Deus?

- O que penso, digo e faço preserva a paz que temos como corpo de Cristo?

- O que penso, digo e faço a respeito da igreja (música, liderança, pregação), preservam a paz no corpo de Cristo?

 

Não é possível viver em guerra contra Deus, guerra contra os irmãos e ainda assim estar em paz! Dessa forma, minha oração para esse ano de 2024 é que aqueles que estão distantes do Senhor e dos irmãos, e ainda assim sentem paz, que Deus tire essa paz deles, vejam o caminho de morte que seguem, e lhes dê um relacionamento genuíno com Ele e Sua Igreja.


pr. Nelson Galvão

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