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Onde você está?


Você já foi alvo de uma pergunta de difícil resposta? Difícil não pela falta de conhecimento da sua parte, mas porque ela exigia um grau de auto-reflexão, sinceridade consigo mesmo que você estava evitando?


Bem, Adão ouviu uma dessas perguntas. No Genesis está registrada a indagação de Deus a Adão: “E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?” (Gn 3:9).


Qual o significado dessa pergunta? Deus intencionava comunicar algo a Adão. É óbvio que Deus não se encontrava no jardim do Éden a procura de Adão, sem saber onde este se encontrava, muito menos brincava de esconde-esconde! Essa pergunta tem implicações sérias e merecedoras de reflexão.


A pergunta de Deus a Adão implica na afirmativa de que Adão havia se afastado dEle; se afastado deliberadamente. Com esta pergunta, Deus afirmou a Adão que este se encontrava longe, distante, em qualquer lugar que não na presença de Seu Criador.


O pecado distanciou a humanidade do Bom Deus. Como resultado desta condição, o ser humano se esconde de Deus, em um ato de afastamento deliberado (Rm 3:23).

Sendo assim, o grande problema da humanidade não é a fome, a desigualdade, ou as guerras. Também não é a crise no seu casamento, ou o aperto financeiro com o desemprego do marido, ou o filho rebelde. Estes são problemas sim, mas são apenas manifestações do grande gerador de todos os males: o pecado, que é a rebeldia voluntária do homem contra o Seu Criador.


Uma outra implicação da pergunta “Onde estás?”, é que ela revela quem é Deus: o Deus que busca. Sob a condição de pecador, o homem não tem possibilidade alguma de se achegar a Deus. Com isso, está escrito: “e chamou Deus a Adão” (Gn 3.9). É incrível! Mesmo tendo sido objeto de rejeição, Deus tomou a iniciativa e foi atrás do ser humano. Deus vai ao encontro do pecador.


A Bíblia revela o verdadeiro Deus, aquele que vai ao encontro do perdido. Em Abrãao, Izaque e Jacó observa-se que Deus firmou aliança com aqueles que viriam a ser os patriarcas da fé. Nos Juízes, percebe-se que Deus buscou o Seu povo por intermédio dos libertadores. Nos profetas, nota-se que Deus se manifestou ao Seu povo (Is 59:16). Em Cristo, a suprema revelação de Deus, vemos que o Criador vem ao encontro do rebelde pecador (Jo 3:16). Em decorrência disso, segue-se que a missão da Igreja é ir a todas as nações (Mt 28).


A pergunta de Deus direcionada a Adão também implica em redenção; ou seja, tinha como propósito trazer Adão de volta. Quando Deus foi ao encontro de Adão, Ele não vai com uma mensagem moralista do tipo: “que coisa feia Adão, nunca esperava isso de você”.


Ao contrário, Deus dirigiu-se a Adão, apontou a condição e resultado da revolta humana, e apresentou o plano divino gracioso de redenção: Alguém viria que feriria a cabeça da serpente (Gn 3:15). Esse plano é muito bem esclarecido por Paulo, em 2 Coríntios:


“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões (2 Co 5.19)”.


Sendo assim, essa é a grande questão: o nosso relacionamento com o Criador. Esse relacionamento está quebrado por conta do nosso pecado. Vivemos escondidos atrás de nossas ambições, carreiras, amizades, etc.


Diante disso, a pergunta permanece para cada um de nós: “Onde você está?” E a resposta é: qualquer lugar que estejamos é o lugar errado, se não for na presença do Criador.


Agostinho entendeu muito bem isso e afirmou:


“Nos criastes para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós”.[1]


Meu caro, você pode ter tudo o que se pode desejar: ter saúde, ser uma pessoa bem-sucedida profissionalmente, ter a conta bancária dos sonhos, etc. Entretanto, se não estiver onde Deus quer que você esteja; i.é, junto a Ele, sempre estará perdido. E só existe um caminho para a reconciliação com o Criador: Jesus Cristo. Ele disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, a não ser por mim (Jo 14.6).


Em decorrência disso, quero encorajá-lo a se voltar para o Bom Deus, em arrependimento e fé na provisão dEle para o perdão de seu pecado: Jesus Cristo.


Pr. Nelson Galvão


Referências [1] Agostinho. Confissões. p. 37

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