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O (des)caminho do Papa



Em 18/12 desse ano, o Papa Francisco, através do documento Fiducia supplicans autorizou sacerdotes a concederem a bênção a “casais irregulares” e à união de homossexuais.

 

Este ato consolida um legado que o Papa Jorge Mario Bergoglio deixa para a Igreja Católica, depois de 10 anos de pontificado.  Que legado é esse? Vamos lembrar de alguns de seus atos marcantes como pontífice e isso nos ajudará a responder a essa pergunta:

 

  • Mesmo antes do pontificado, enquanto arcebispo de Buenos Aires, Francisco sinalizou favoravelmente à união homossexual;

  • Em 2013, já pontífice, quando questionado sobre um padre supostamente gay, Francisco respondeu: “Quem sou eu para julgar?”.

  • Durante seu pontificado, o PaP tem convidado defensores LGBTQ+ ao Vaticano, tem apoiado leis nacionais para uniões civis entre pessoas do mesmo sexo e apelado aos líderes da Igreja para que acolham os católicos gays.

  • O Papa tem travado uma verdadeira guerra, nos bastidores da Igreja, contra os conservadores. Na última fase de seu pontificado, o Papa tem afastado sacerdotes (caso do bispo do Texas Joseph Strickland e do cardeal norte-americano Raymond Burke) e grupos católicos conservadores (Opus Dei).

  • Nomeação de cardeais e bispos progressistas

 

Pode-se ver que o legado que o Papa Francisco deixa é de uma forte aproximação à agenda progressista, com uma abertura da Igreja Católica à união homoafetiva. Entretanto, esse não é um (des)caminho exclusivo da Igreja Católica. Esse é o mesmo (des)caminho das Igrejas Protestantes de teologia liberal. Vejamos o ano da aprovação da bênção na união de homossexuais em algumas Igrejas Protestantes (a lista não é extensiva):

 

  • 2009 - Igreja Luterana da Suécia

  • 2015 - Igreja Lutera da Dinamarca, Igreja Presbiteriana dos EUA, Igreja Protestante Unida da França

  • 2016 - United Reform Church, da Inglaterra, Igreja luterana da Noruega 

  • 2017- Igreja Episcopal da Escócia 

  • 2018 - Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

  • 2022 – Igrejas protestantes na Suíça.

  • 2023 – Igreja Anglicana, Inglaterra.

 

Diante disso, nos vem a pergunta: Se a Bíblia é claramente contra o homossexualismo (Gn 2:24; Lv 18:22; 1 Co 6:9-11; Rm 1:21-27), porque essas igrejas decidiram por dar a bênção à união homossexual?

 

A resposta a essa pergunta está na história. No caso do catolicismo, durante a Idade Média, a Igreja rejeitou a Bíblia como autoridade máxima, colocando os sínodos e bulas papais no mesmo pé de igualdade. Aliás, foi exatamente por isso que se deu a Reforma Protestante, no séc. XVI. Os reformadores se contrapuseram a tal desvio e bradaram: Sola Scripturae.

 

Bem, mas o caso protestante é um pouco mais recente. No séc. XVIII surgiu na Alemanhã o liberalismo teológico, que é a corrente teológica fortemente influenciada pelo Iluminismo e filosofia de Hegel e Weber. Os teólogos protestantes que avidamente abraçaram essa teologia passaram a desacreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus. Para estes, a Bíblia é um livro como qualquer outro, e deve ser estudada como tal.

 

Dessa forma, quando o parâmetro das Escrituras deixa de ser autoritativo, o que se estabelece é a agenda humanista.

Esse (des)caminho da teologia liberal foi bem notado por Wayne Grudem (2009). Em seu livro “O feminismo Evangélico”, Grudem lança um olhar histórico para o que acontece nas Igrejas ao negarem as Escrituras:

 

—  Aprovação da ordenação de mulheres;

—  Abandono dos ensinos da Bíblia sobre o homem como cabeça no casamento;

—  Exclusão de clérigos que se opõem à ordenação de mulheres;

—  Aprovação do comportamento homossexual;

—  Aprovação da ordenação de homossexuais;

—  Ordenação de homossexuais para posições de alta liderança na denominação

 

O que virá ainda como resultado desse (des)caminho? Vamos esperar para ver. Entretanto, nós que permanecemos em Cristo e em Sua Palavra (Jo 15), sigamos firmes como farol em um mundo em trevas, até que Ele venha.

 

Pr. Nelson Galvão

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