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Minha família é uma zona de guerra?


Temos acompanhado com muita tristeza a guerra da Rússia X Ucrânia. Até a guerra propriamente dita, os dois países se acusaram mutuamente, cortaram as relações diplomáticas e isso culminou na invasão da Rússia a Ucrânia, que desde então tem sido constantemente bombardeada. A população ucraniana vive em constante tensão, sabendo que a qualquer momento pode sofrer o ataque de mísseis. Depois de mais de um ano de guerra não existe perspectiva de acordo de paz.


Guardadas as devidas proporções, infelizmente essa é a mesma experiência do relacionamento em muitas famílias. As tratativas diplomáticas já foram abandonadas. O diálogo não existe mais e os acordos de paz são apenas uma formalidade já nem mais considerados.


A família vive em tensão. A qualquer momento pode cair sobre suas cabeças uma palavra áspera, ou mal colocada, fora de hora, e o conflito se desenrola! Lembranças de desavenças passadas são convidadas a sentar na mesa. Em questão de instantes o ambiente se transforma em campo de batalha, armas emocionais são sacadas e o resultado é escombros: feridas, corações partidos, relacionamentos quebrados, separações, filhos marcados para sempre.


É esse o quadro em sua família? Bem, posso dizer pra você que existe esperança!


Em Filipenses 4.2,3, Paulo menciona um relacionamento em guerra:


“Suplico a Evódia e a Síntique que entrem em acordo no Senhor. E peço também a ti, meu verdadeiro companheiro, que as ajudes, pois trabalharam comigo no evangelho, junto com Clemente e com meus outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.”


Esse relacionamento não era conjugal, mas de duas mulheres (Evódia e Síntique) que eram colaboradoras de Paulo no Evangelho (v. 3). Essas mulheres, por algum motivo que não sabemos, estavam em desacordo. A guerra já havia sido declarada, as tratativas de paz já haviam sido abandonadas, o diálogo abandonado. Que esperança poderia haver?


Nesses poucos versos podemos aprender coisas profundas:


1- Os relacionamentos são sujeitos a conflitos;


2- Os relacionamentos não são mantidos de forma natural, uma vez que somos pecadores. Assim, é preciso esforço consciente e intencional para mantê-los – v.3.


3- Por mais dolorido que possa ser, as desavenças precisam ser tratadas. Seja na família, ou na igreja. Quantas famílias, e até mesmo igrejas, destruídas porque por anos a fio as discórdias foram sendo acumuladas para debaixo do tapete!


4- O esforço intencional só é possível se for “no Senhor” – v. 3b. Talvez você diga: “Não tenho qualquer vontade de manter o relacionamento”. Bem, seria estranho se tivesse! Eu também não tenho! Mas, perceba que Paulo diz: “no Senhor”. Isso significa que é Cristo que nos dá as condições necessárias para estabelecer a paz: disposição em amar, perdoar e abrir mão de direitos. Isso porque recebemos isso dEle e por causa da morte e ressurreição dEle somos feitos à Sua imagem.


5- As vezes se faz necessária até mesmo a intervenção de intermediadores, conselheiros piedosos (Paulo convocou Syzygos para que as auxiliasse a entrar em acordo). Não abra mão desse incrível privilégio de, como Igreja do Senhor, termos pessoas piedosas a nos auxiliar, encorajar e exortar.


Não deixe que sua família se transforme em uma zona de guerra. Mas se chegar a esse ponto busque a paz. Peça ao Senhor Jesus que transforme o seu coração de maneira que tenha a mesma atitude que Ele. Peça ao Senhor Jesus que lhe dê a graça necessária para buscar resolver as discórdias. Peça ao Senhor Jesus que lhe dê a disposição necessária para não adiar, sentar para uma conversa, estar aberto(a) para ouvir. Se for preciso, procure um conselheiro bíblico, alguém maduro na fé para auxiliá-lo nisso. Entre em acordo no Senhor. Estabeleça a paz!


pr. Nelson Galvão

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