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Gay e cristão?



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No último domingo, São Paulo sediou mais uma edição da Parada Gay. Este ano foi a 28ª edição e teve como tema: “Basta de negligência e retrocesso no Legislativo: vote consciente por direito da população LGBT”.

 

O tema é interessante e merece atenção! Acho particularmente curioso o estreito relacionamento desse evento com as pautas de esquerda, tanto que dentre as “estrelas” presentes desse espectro político destacou-se Guilherme Boulos e, em contrapartida, fez-se notória a ausência de políticos de direita como Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas.

 

Entretanto, esse vai ser assunto para uma outra conversa. Hoje eu quero me ater a uma temática que foi posta na Av. Paulista na Parada Gay de 2017: “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um estado laico". Segundo o portal G1, Anitta disse antes de se apresentar: “suas crenças religiosas não têm a ver com a sua orientação sexual. Acho importante que todos aprendam a respeitar as diferenças do outro e a liberdade das pessoas”.[1]

 

Esse discurso está concatenado com a cultura woke, que é hegemônica nos meios de comunicação. A palavra de ordem é “tolerância”. Vivemos em um mundo globalizado, com as distâncias diminuídas e a resultante convivência com o multiculturalismo.

 

Diante dessa diversidade de culturas, a cultura woke acredita que é necessário a revisão de valores e padrões morais daqueles cujo a forma de pensar seria uma ameaça à pluralidade, no caso do ocidente, os grupos políticos, religiosos, etc, que se identificam com a cultura judaico-cristã. Com isso, os padrões tradicionais que impedem a agenda pluralista são vigorosamente atacados e “desconstruídos”.

 

Um exemplo disso é o conceito de amor. Este é subjetivamente e intencionalmente atrelado ao de “tolerância”. Ou seja, para essas pessoas “amar” significa concordar com o relacionamento homoafetivo. Aqueles que não aceitam são tidos como intolerantes, arcaicos, retrógrados, fundamentalistas. Aliás, até mesmo alguns pastores e igrejas evangélicas já embarcaram nesse tipo de discurso!

 

É evidente que o cristão não é homofóbico! Isso iria diametralmente contra os princípios que o próprio Cristo nos ensinou. Por isso é totalmente inaceitável os maus tratos físicos, ou morais, a pessoas que se identificam como homossexuais.

 

Acontece que para o cristão, fé e sexualidade tem tudo a ver. Jesus citou o Genesis e mostrou que estava de acordo com a visão heterossexual e monogâmica do casamento. Veja:

 

“Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Mt 19.5; cf. Gn 2.24).

 

Para o discípulo de Cristo foi Deus quem criou o ser humano (Gn 1.24-30). Sendo assim, a despeito de tudo o que a cultura woke tem dito, dentre as implicações da criação, está a seguinte: o gênero e a sexualidade não são questões de opção, mas sim de determinação e dádiva do Criador.

 

Isso significa que para as Escrituras, aquele que opta por uma sexualidade que está fora dos planos originais do Criador, tem todo o direito de fazê-lo, mas está em rebeldia contra Deus.

 

É exatamente isso que Paulo vai apontar ao escrever Romanos. No cap. 1.18 ss, Paulo asseverou que o ser humano tem o conhecimento do Criador por meio daquilo que foi criado. Porém, ao invés de dar glória a Ele preferiu rebelar-se contra quem o Criou. E, por conta da rebeldia humana, Deus entregou o homem às suas próprias paixões (Rm 1.24). Assim, o ser humano, entregue à sua própria sorte, por conta de sua rebeldia, mergulha em um mar de ações que são cada vez mais infames. Dentre estas está a homossexualidade:

 

“Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” (Rm 1.26,27).

 

O curioso é que Paulo continua esse texto e menciona mais uma vez a questão de que Deus entregou o ser humano a suas próprias paixões. Mas dessa vez ele menciona uma “disposição mental reprovável”:

 

“E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes” (Rm 1.28).

 

Essa “disposição mental reprovável” é uma forma de pensar reprovada por Deus que os leva a práticas imorais. Sendo assim, podemos entender que dentre essa forma de pensar reprovável está o que disse Anitta: “suas crenças religiosas não têm a ver com a sua orientação sexual”.

 

Entretanto, existe esperança para o homossexual. Não me refiro à “cura”. O termo é próprio para doenças e, homossexualismo não é doença; de acordo com as Escrituras, trata-se de mais uma manifestação de rebeldia contra o Criador.

 

A esperança está no próprio Cristo. Claro, não na releitura do Cristo que o movimento LGBTQIA+ de forma arbitrária quer incutir na cabeça das pessoas. Basta ler os Evangelhos e notaremos que amor, paz, unidade e a tolerância que Jesus pregava estavam sujeitos à Verdade. O amor de Jesus às pessoas não o impedia de dizer-lhes a verdade, apontar-lhes o erro e denunciar seus pecados. Muito pelo contrário, por conta do verdadeiro amor é que Jesus disse a verdade. Jesus impediu que a mulher pega em adultério fosse apedrejada cruelmente. Todavia, não deixou de confrontar o pecado dela: “vai e não peques mais” (Jo 8.11). Ele não disse: “Não se preocupe com isso!!! Sua fé não tem a ver com sua sexualidade!”.

 

A esperança para os homossexuais está no Cristo de Romanos 5.8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

 

Esse Cristo não morreu por bonzinhos, mas por rebeldes. Todavia, uma vez que estes o recebem, são transformados em filhos dispostos a honrar o Criador, inclusive com sua sexualidade.

 

Bem, se você acompanhou a nossa reflexão até aqui e tem algum tipo de experiência homossexual, oro para que Deus o(a) leve a entender que o princípio da mudança não está em aceitar a homossexualidade, mas em aceitar que ela é manifestação da rebeldia do coração humano contra o Criador e a única maneira de ser um verdadeiro cristão é se arrepender e receber o perdão oferecido pelo sacrifício de Cristo.

 

Gay e cristão? Não! Cristão e, por isso, ex-gay!

 

 

Pr. Nelson Galvão


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