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Estamos em guerra!



Após os recentes ataques do Hamás contra Israel, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, veio a público e afirmou que seu país está em guerra.


Isso mês fez recordar que nós cristãos também estamos em guerra. Que guerra é essa?


Paulo em sua carta aos Efésios responde a essa pergunta. Na época em que o apóstolo escreveu Efésios, o imperador era Nero. O império romano estava começando a considerar o cristianismo como religio ilícita. Sendo assim, a tendência dos cristãos era considerar Nero, os senadores e funcionários romanos como inimigos. Mas, Paulo os adverte: Não são.


Quem é o inimigo então? Paulo responde:


“Revesti-vos de toda a armadura de Deus para que possais permanecer firmes contra as ciladas do Diabo, pois não é contra pessoas de carne e sangue que temos de lutar”. (Ef 6.11,12).


Sendo assim, consideremos algumas coisas:


1. A nossa guerra diz respeito a viver de maneira digna


Inicialmente é de suma importância entender o que está envolvido na guerra. No caso do cristão não está em jogo território, petróleo, influência geopolítica. O que está em jogo é o nosso testemunho como discípulos de Cristo nesse mundo.


Note que a advertência de Paulo a respeito da guerra do cristão é antecedida pelas inúmeras vezes que o apóstolo exorta seus leitores a que vivam de maneira digna do chamado que receberam (Ef 4.1; 4.17; 5.2; 5.8). Ou seja, nós, o povo de Deus, fomos redimidos gratuitamente pela fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Sendo assim, agora devemos viver no casamento, com os filhos e no trabalho, de maneira a expressar esta realidade.


2. A nossa guerra é espiritual.


O fundamental em toda guerra é identificarmos o inimigo. E Paulo é claro quanto a isso, a luta do povo de Deus é contra os anjos do mal, nas “regiões celestiais” (v. 12: ἐπουρανίοις – c.f: Ef 1.3;20; 2.6; 3.10; 6.12). Este é o mundo espiritual.


Portanto, uma vez que a luta é espiritual, contra espíritos do mal, logo, nossos inimigos não são aqueles que professam uma fé diferente da nossa, aqueles que têm uma ideologia que se coloca contra as nossas convicções, ou até mesmo aqueles que nos ofendem, ou frustram. Sendo assim, se você tem declarado guerra contra alguém, abaixe as armas, seja quem for, não é seu inimigo.


3. A estratégia do inimigo são as “ciladas”.


Essa é a palavra que Paulo usa para se referir a ação do diabo. Essa é a mesma palavra usada em Ef 4.14:


“para que não sejamos mais inconstantes como crianças, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela mentira dos homens, pela sua astúcia na invenção do erro”.


Isso significa que o diabo não aparece com chifres e rabo para assustar as pessoas! Isso é uma caricatura medieval. A luta dele está na astúcia:


-Invenção de falsas doutrinas;

-Ideologias que escravizam;

-Discórdias e intrigas entre os irmãos, através de mentiras e fofocas.


4. A culpa é do diabo?


Existem pessoas que colocam a culpa no diabo. Se colocam como vítimas. Como? Já viu em algumas igrejas os líderes expulsando o “espírito de prostituição”, “espírito de maledicência”, “espírito de ira”, etc? O pensamento por de trás dessa prática é que quando cometemos algo reprovável é porque o diabo nos arrastou para isso. Daí temos que expulsar esses espíritos. Você já deve ter ouvido alguém dizer: “puxa... eu não queria, mas o diabo me fez fazer isso”!


A Bíblia não chama essas coisas de espíritos, mas de obra da carne!


O diabo é culpado pela ação dele. Mas, a ação de Satanás está em nos oferecer as nossas próprias cobiças. Dessa forma, somos culpados pelas nossas ações. Caímos nas ciladas dele quando somos atraídos pelas nossas próprias concupiscências:


“13 Quando tentado, ninguém deve dizer: Sou tentado por Deus, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. 14 Mas cada um é tentado quando atraído e seduzido por seu próprio desejo. 15 Então o desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, após se consumar, gera a morte.” (Tg 1.13-15).


Então, o diabo usa de todas as suas forças para que vivamos de forma medíocre, sem fazer diferença, sem ser de fato “Igreja” de Cristo.


Ele usa de todos os seus recursos para que não sejamos um marido/esposa, pai/mãe, patrão/empregado que honremos a Deus em nossas relações.


E vamos fracassar, a não ser que...


5. Precisamos da força do Senhor


“Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” (Ef. 6.10).


O verbo (fortalecer) está no imperativo, na voz passiva. Isso significa que deve ser uma ação nossa, mas que quem dá a força é o Senhor.


É como colocar um celular na tomada para carregar. Nós o colocamos, mas é a tomada que o carrega.


Fortalecer-se em que? Fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder. Perceba a expressão “na força do seu poder” (6:10). Paulo fala do “poder de Deus” em mais 2 lugares além daqui:


-Ef. 1:19 – Descreve o poder que ressuscitou Jesus dos mortos;

-Ef. 3:16 – Descreve o poder que agora está no interior dos crentes.


Dessa forma, viver de maneira digna da nossa vocação como povo de Deus, de maneira a glorificar a Cristo no dia a dia dos nossos relacionamentos, não é possível sem o poder de Deus que ressuscitou o Nosso Senhor.


Quantas vezes lutamos para ser esposas/maridos, filhos, empregados/patrões melhores, mas fracassamos! Por quê? Porque fracassamos quando lutamos com as nossas próprias forças.

O que significa lutar com a força do Senhor? Acompanhe comigo:


A. Confiar unicamente em Cristo para salvação e santificação;

B. Se valer das disciplinas espirituais (leitura da Bíblia e oração) para o fortalecimento pessoal;

C. Ser fortalecido pelo poder de Cristo que opera em Sua Igreja, através da comunhão dos crentes.


Por que tantas pessoas vivem um cristianismo medíocre? São vacilantes/oscilantes em sua fé? Não será que é porque têm perdido a batalha?


Você tem fracassado em viver sua vida cristã de forma digna do Senhor? É hora de pensar se você tem lutado com a força do Senhor, ou com seus próprios recursos.


pr. Nelson Galvão

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