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Confiança... o que significa?

Atualizado: 26 de abr.



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“Em Deus nós confiamos”. Esse é o lema dos EUA que apareceu em moedas desde a guerra civil. A partir de 1956 passou a aparecer também nas cédulas.

 

Na sociedade ocidental se perguntarmos para alguém se confia em Deus, a resposta será um pronto “sim” (embora que esta realidade esteja em franca mudança!).

 

Mas, o que isso significa? O que significa dizer que confiamos em Deus?

 

O livro de Provérbios nos orienta insistentemente a confiar no Senhor. As promessas para quem confia no Senhor são (grifo meu):

 

-Pv 16:20: O que atenta prudentemente para o assunto achará o bem, e o que confia no SENHOR será bem-aventurado.

-Pv 16:3: Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

-Pv 28:25: O orgulhoso de coração levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará.

-Pv 29:25: O temor do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro.

 

 

Perceba os benefícios da confiança no Senhor: bem-aventurança, clareza, prosperidade, segurança.

 

Entretanto, a pergunta permanece: O que significa confiar em Deus? O conceito de confiança, como quase tudo em nossa cultura, se esvaiu e ele passou a ter um sentido mais subjetivo: “eu sinto confiança/segurança”.

 

Entretanto, não é esse o sentido de confiança no livro de Provérbios. Veja comigo Pv 3.5:

 

“Confia no SENHOR de todo o coração, e não no teu próprio entendimento.”

 

Perceba que “confiança” está relacionada a seguir o entendimento do Senhor, e não nosso.

 

O contexto nos ajuda a entender melhor isso. O texto começa em Pv. 3.1. O sábio aconselhou seu filho. Ele diz:

 

“Meu filho, não te esqueças da minha instrução, e guarda os meus mandamentos no teu coração”.

 

O sábio orienta seu filho a guardar sua “instrução” e “mandamento”. A que ele se refere? É importante entendermos isso.

 

Desde o inicio de Provérbios, o sábio orienta que “o princípio da sabedoria é o temor do Senhor” (Pv 1.7); que o filho deveria escolher o caminho da sabedoria e não dos pecadores (Pv 1.8-19); que quem rejeita a sabedoria come dos frutos dos seus caminhos, mas aquele que dá ouvidos vive seguro (Pv 1.20-33); que a sabedoria é como um tesouro escondido (Pv 2) e somente é achado em Deus, que “dá a sabedoria; o conhecimento e o entendimento procedem da Sua boca" (Pv 2.6).

 

Sendo assim, a “instrução” e o “mandamento” as quais o sábio se refere é a Palavra de Deus. É a Palavra de Deus que dá “longevidade e anos de vida e paz” (Pv 3.2).

 

Diante disso, a orientação “confia no Senhor, e não no seu próprio entendimento”, diz respeito à Palavra de Deus. Confiamos em Deus quando buscamos a vontade de Deus, conforme revelada nas Escrituras, e a colocamos em prática.

 

É assim no Evangelho. Somos salvos porque depositamos a nossa confiança em Deus, que afirma em Sua Palavra que o único meio de salvação é a fé exclusiva em Jesus Cristo.

 

É assim também em nosso dia a dia. Vejamos:

 

-Confiamos em Deus se ouvimos e praticamos o que Deus diz em Sua Palavra no que diz respeito ao namoro. A Palavra de Deus orienta que o jovem que é discípulo de Cristo deve casar-se com uma jovem que também é serva de Cristo. Se esse jovem não faz assim, então não confia em Deus;

 

-Confiamos em Deus se ouvimos e praticamos o que Deus diz em Sua Palavra no que diz respeito ao casamento. Se as pessoas que vivem juntas são do mesmo sexo, ou assim vivem sem que tenham se casado, ou os papéis são invertidos, etc; então, não confiamos em Deus, porque Sua Palavra é diametralmente contra tudo isso;

 

-Confiamos em Deus se ouvimos e praticamos o que Deus diz em Sua Palavra no que diz respeito aos negócios. A Palavra nos orienta que o trabalho deve ser feito com dedicação, honestidade e sem ganância. Se trabalhamos e ganhamos dinheiro desconsiderando essas coisas, então não confiamos em Deus;

 

-Confiamos em Deus se ouvimos e praticamos o que Deus diz em Sua Palavra no que diz respeito aos nossos relacionamentos. A Palavra de Deus afirma que estes devem ser marcados pelo Evangelho, isto é, pela demonstração do amor, graça, misericórdia, perdão, gentiliza, que nós recebemos de Cristo. Se nossos relacionamentos têm a marca da discórdia, da ira, da murmuração, maledicência, então não é em Deus que confiamos.


-Confiamos em Deus se ouvimos e praticamos o que Deus diz em Sua Palavra no que diz respeito às emoçoes. Mas, se damos ouvidos aos modernos "profissionais da alma", definitivamente não confiamos em Deus.

 

 

Perceba, então, que a confiança em Deus não é mero sentimento. É uma clara disposição em aplicar a Palavra de Deus em todos os âmbitos da vida.

 

Sendo assim, eu e você precisamos encarar a pergunta: Nós realmente confiamos em Deus?

 

Pr. Nelson Galvão

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