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Como vencer a pornografia? Parte 3

Atualizado: 9 de ago. de 2022


Temos buscado responder a essa pergunta por meio de uma série de pastorais. Na primeira, vimos que o início da vitória contra a pornografia é encará-la como pecado, e não como um transtorno comportamental. Vimos também que o nosso prazer deve estar em Cristo. Somente Ele nos trás a satisfação completa para nossa alma sedenta.


Essa semana continuaremos nessa temática. Veremos mais dois princípios que nos ajudarão na luta contra a pornografia.


Saiba que o sexo é dádiva de Deus quando praticado nos termos dEle


Em Desintoxicação Sexual, Tim Challies[1] trata sobre a temática da sexualidade, especificamente a prática da pornografia. De acordo com o autor, o enfrentamento da pornografia deve levar em consideração não somente que esta prática é errada, mas também os benefícios do sexo dentro dos propósitos de Deus para ele.


Perceba que depois que Deus criou todas as coisas “viu que tudo era muito bom!” (Gn 1.31), inclusive o homem e a mulher (o sexo faz parte disso). Sim, o sexo dentro dos termos dados por Deus é bom e traz benefícios para o casal.


No cap. 2 de Genesis está o relato mais detalhado da criação da mulher. Depois que Deus criou a mulher e, tal pai da noiva, trouxe a mulher ao homem, este reagiu com uma poesia: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23).


Existe uma beleza no sexo dentro dos termos de Deus e isso traz inúmeros benefícios, dentre eles está a alegria, o prazer, sem culpa.


É muito significativo o comentário de Moisés a respeito do dia seguinte ao casamento de Adão e Eva: “E os dois estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam (Gn 2.25). Essa condição do casal sem a vergonha que vem do pecado contrasta fortemente com o capítulo seguinte, em que a condição de pecado é relatada: “Então os olhos dos dois foram abertos e ficaram sabendo que estavam nus; por isso, entrelaçaram folhas de figueira e fizeram para si aventais (Gn 3.7).


Perceba que a nudez é a mesma antes e depois do pecado, mas a forma de encará-la muda completamente com o pecado, pois este traz vergonha. Aos escrever aos Efésios, Paulo diz que não devemos nos associar às obras infrutíferas das trevas, porque “é vergonhoso até mesmo mencionar as coisas que eles fazem às escondidas.” (Ef 5.12).


Isso nos leva a entender que o sexo é dádiva de Deus para o casal, desde que praticado nos termos de Deus, o que não traz vergonha.


É por isso que a pornografia traz tanta vergonha. Ela é praticada às escondidas, nas sombras, nos porões das relações humanas (muito embora que possa chegar a níveis de degradação tal que pode ser praticada às claras!). Isso acontece porque ela é uma expressão de rebeldia contra as orientações do Criador a respeito do sexo e a vergonha que a acompanha é evitada a todo custo.



Reconheça sua fraqueza


Paulo chama a imoralidade de obra da carne (Gl 5.19). É curioso que em poucos versos antes, ele afirma que existe uma forma de não satisfazermos os desejos da carne: “Andai no Espírito” (Gl 5.16).


O que significa andar no Espírito? Não, não é ter revelações, visões, dar piruetas espirituais, falar em línguas ou qualquer coisa do tipo. O Texto responde. Basta ler o contexto!


Paulo escreve aos Gálatas que estavam cedendo à influência de falsos mestres na igreja que ensinavam um “outro evangelho” (Gl 1.6-9). A indignação de Paulo se dava pelo fato de que os Gálatas absorviam as doutrinas desses falsos mestres. Esse “outro evangelho” ensinado pelos falsos mestres de Gálatas tinha como característica principal a confiança nas obras da lei como caminho para a justificação.


Contra essa heresia, Paulo argumenta (Cap. 3) que os Gálatas receberam o Espírito pela fé (Gl 3.2); ou seja, foi por meio da obra do Espírito Santo que vieram a crer em Jesus Cristo e foram salvos. Entretanto, embora tivessem “começado pelo Espírito”, agora estavam “se aperfeiçoando pela carne” (Gl 3.3). Eles começaram crendo unicamente em Cristo para a salvação, mas agora, estavam crendo que a santificação se dava pelas obras da Lei.


No cap 5, Paulo volta a esse tema e diz que assim como eles começaram no Espírito, deveriam andar no Espírito (Gl 5.25). Logo, o andar no Espírito (Gl 5.16) é confiar no sacrifício de Cristo para a santificação, assim como confiamos para a salvação.


Essa confiança em Cristo começa com a desconfiança em nossa própria capacidade; reconhecimento da nossa fraqueza. Somente quando nos desesperamos conosco mesmos é que pedimos socorro.


Dessa forma, na luta contra a pornografia, devemos desconfiar de nossa capacidade de vencer. Todas as vezes que nos sentimos fortes o suficiente para dizer não ao pecado, ele vem e nos humilha! Então, não é a nossa capacidade, mas o mérito e o poder do Nosso Senhor.


Com isso, não estou afirmando que devemos nos conformar com o pecado e esperar que quando Deus quiser, Ele nos conceda a libertação. Não! O que quero dizer é que devemos lutar aguerridamente contra o pecado, mas a luta só é ganha à medida que rejeitamos qualquer pretensão de resolver o problema pela nossa própria capacidade e suplicamos em confiança exclusiva, pela pessoa e obra de Jesus.


Pr. Nelson Galvão


Referência

[1] Tim Challies. Desintoxicação sexual: um guia para homens que querem fugir da imoralidade sexual.São Paulo: Vida Nova, 2011

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