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Como vencer a pornografia? Parte 1


O sinal para o intervalo tocou. Descemos como de costume para o pátio da escola. Mas, dessa vez algo estava diferente. Havia um conglomerado de rapazes no centro da quadra. Estavam todos organizados em uma roda com o foco no centro. Pensei que seria uma briga, mas davam risadas e faziam gestos e gracejos obscenos. Então, logo descobri do que se tratava, algum dos rapazes pegou a revista pornográfica do pai e trouxe para a escola. Foi o “evento” do dia!!!


Hoje com a tecnologia não existe mais esse tipo de “evento”. Isso porque não é mais novidade. A tecnologia facilitou o acesso à pornografia. Estar diante de imagens imorais é tão fácil quanto dar um click!


Nos últimos anos a pornografia cresceu tanto que se tornou um dos sintomas sociais mais preponderantes. De acordo com o jornal britânico The Guardian, existe uma grande dificuldade de dados estatísticos em relação à pornografia. Entretanto, sabe-se que está por toda a parte. Segundo relatório existe proporção significativa de crianças e jovens que são expostos ou acessam a pornografia [1].


Agora, é um grande equívoco achar que os cristãos estão imunes a este mal. Não, existem inúmeros jovens e adultos, homens e mulheres, solteiros e casados dentro das igrejas que lutam silenciosamente contra este pecado. Esses cristãos sabem que a prática de perversões sexuais como a pornografia é errada. Entretanto, a despeito de seu conhecimento, ainda se deixam intoxicar.


Os efeitos nocivos dessa prática pecaminosa são inúmeros, dentre os quais destaco: degradação da mulher; degradação do sexo tal qual como criado por Deus; destruição do casamento e das relações entre pais e filhos. Sim, existe nas igrejas uma luta silenciosa contra a pornografia e muita gente tem perdido essa luta. Por isso, inúmeros casamentos naufragam, jovens com namoros promíscuos e que não conseguem crescer na caminhada cristã.


Diante disso, como lutar? Que armas temos à nossa disposição para lutar contra tamanha ameaça? A Palavra de Deus oferece auxílio para aqueles que lutam contra a pornografia e constitui-se na poderosa e efetiva arma de desintoxicação. Vejamos então como a Palavra de Deus nos orienta em relação a isso.


Reconheça que é pecado


O desejo sexual por si só não é pecado. Ao contrário, é uma dádiva graciosa de Deus. Entretanto, ele foi corrompido pelo pecado e, se não transformado pela graça de Cristo é uma poderosa ferramenta de degradação. Comentando sobre isso, Timothy Keller afirma:


“O propósito do sexo é entregar-se por inteiro para a vida toda. O coração pecaminoso, contudo, deseja usar o sexo por razões egoístas, e não para expressar uma entrega total”[2].


É por isso que Paulo escrevendo aos Romanos exorta:


“Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja.

Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne” (Rm 13.13,14).


Perceba que nesse texto Paulo adverte a respeito da “imoralidade sexual” e da “depravação”. A imoralidade sexual é o sexo ilícito, aquele fora dos parâmetros dados pelo Criador. A depravação, por sua vez, é a cobiça sem controle. Envolve a imoralidade sexual, o sexo ilícito, mas com a adição da insaciabilidade. Note aqui os elementos da pornografia: sexo ilícito e insaciabilidade.


Em outras ocasiões, Paulo menciona uma palavra grega: porneia”. O curioso é que essa palavra é a mesma que foi transliterada para o português “pornografia”. Entretanto, o sentido em Paulo é mais amplo. Trata-se de toda e qualquer relação sexual imoral, incluindo a pornografia.


Assim, em Romanos, Paulo diz que o resultado da rebeldia contra o Criador é que os homens tornam-se: “cheios de toda injustiça, malícia (porneia), avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores” (Rm 1.29). Alistando as obras da carne, Paulo menciona: ”prostituição, impureza (porneia), lascívia” (Gl 5.19).


Escrevendo aos Coríntios, Paulo adverte a respeito de uma disposição de coração que gera pecados semelhantes ao povo de Israel no deserto. Um desses pecados é a imoralidade (porneia): “E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil” (1 Co 10.8). Aos Efésios, Paulo diz que “entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual (porneia) nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos” (Ef 5.3).


Sim, a pornografia é ofensa contra o Bom Deus e, como tal, rebeldia contra Ele. Dessa forma, antes de mais nada, é preciso reconhecer que a pornografia é pecado.


Existem aqueles que relativizam a questão e afirmam: “Não tem problema”, “de tantos males vamos nos preocupar com algo tão bobo?!”.


Entretanto, assim como uma serpente venenosa não pode ser tratada como se fosse um gatinho, o caminho da vitória contra algo tão degradante não é relativizá-lo, mas o reconhecimento realista de que a pornografia é rebeldia contra o Criador.


Caso você seja pai, ou cônjuge de alguém que tem lutado contra isso, esse é o caminho inicial para o enfrentamento do problema, levar a pessoa a reconhecer o que Deus pensa sobre isso.


Continuaremos a falar sobre esse assunto na próxima semana.


pr. Nelson Galvão


Referências

[2] Timothy Keller. O significado do casamento. p. 267.

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