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Como lidar com o pecado?


Não está na moda falar de pecado! Vivemos dias em que ele foi transformado em “transtornos”. Entretanto, ainda que nossa cultura pense o contrário, a Palavra de Deus continua a afirmar que o pecado existe, é a ofensa contra o caráter do Deus Santo, e sua consequência inevitável é a morte.

 

Diante disso, a pergunta é de suma importância: Como lidar com o pecado?

 

Durante a Idade Média, a Igreja Católica Romana desenvolveu todo um sistema teológico/prático em torno da confissão de pecados. Foram definidos os “7 pecados capitais”, quais paróquias e sacerdotes que ouviriam as confissões dos pecadores e as penitências a serem administradas.

 

Os reformadores do séc. XVI, acertadamente, se levantaram contra todo esse sistema e o denunciaram como um desvio doutrinário do que a Bíblia realmente nos orienta.

 

Ao longo dos séculos, a Igreja Romana continuou com essa prática, mas entre as igrejas protestantes aconteceu algo inesperado: em muitas igrejas a prática da confissão foi considerada Romanismo e, por isso, completamente abandonada.

 

Bem, esse é um caminho que os reformadores do séc. XVI não ensinaram, nem as Escrituras. A Palavra de Deus não estabelece os “pecados capitais”, não diz que existem paróquias e sacerdotes específicos para ouvir as confissões, nem ainda as penitências dos pecadores. Entretanto, a Escritura é muito clara quando nos ensina a como lidar com o pecado.

 

O texto de 1 João 1 nos ajuda a entender esse caminho. Vejamos.

 

 

1-Saiba que Deus é luz

 

João trouxe uma declaração muito importante a respeito da natureza de Deus: “Deus é luz” (1 Jo 1.5). O que significa dizer que Deus é luz? Os versos 6 e 7 respondem:

 

“Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

 

Veja que ele relaciona o pecado com as trevas. Dessa forma, luz é uma imagem que remonta à pureza moral. Assim, dizer que Deus é luz, equivale a dizer que nEle não existe pecado, ou maldade. Sua natureza é totalmente perfeita, justa, reta, santa.

 

2-Não negue a existência do pecado em você

 

Muito bem, uma vez que Deus é luz, como devemos nos relacionar com Ele? João nos ajuda a entender isso através da expressão “se dissermos”, que se repete por três vezes:


A-SE DISSERMOS que temos comunhão com Ele, mas andamos em trevas, mentimos

 

Vejamos o v. 6:

 

-v. 6a – Uma vez que Deus é luz, é incoerente dizermos que temos comunhão com Ele e andamos nas trevas (pecado).

-v. 6b – Esse discurso é mentiroso e não praticamos a verdade

 

Ao dizer isso, João esclarece o parâmetro para a verdadeira vida cristã: Deus. Sendo assim:

 

●    É Ele quem diz o que é certo/errado, bom/mal, belo/feio, e não nós.

●    É Ele quem diz como deve ser o casamento

●    É Ele quem diz quais gêneros existem

 

Tudo o mais, que está fora de Deus, é caos e trevas. Portanto, dizer que temos comunhão com Deus e vivermos em trevas é mentira! Se de fato estamos nele, logo, nossa vida deve ser pautada pela luz.

 

B-SE DISSERMOS que não somos pecadores, enganamos a nós mesmos

 

Vejamos o v. 8:

 

“Se dissermos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.”

 

A expressão “se dissermos que estamos sem pecado”, que João usa aqui refere-se à natureza humana. Os gnósticos docetistas do séc. I acreditavam que não existe pecado na natureza humana. O ser humano é bom! Eles diziam que o ser humano é espírito que habita em um corpo. O espírito é bom, o corpo é mal, mas as ações do corpo não afetam o espírito. Logo, eles se consideravam essencialmente bons, apesar de andar em trevas, encontrando satisfação numa vida de prazeres pecaminosos. Sendo assim, professavam viver para Deus, mas seus atos mostravam-se incompatíveis com sua confissão. Viviam na mentira.

 

Esse pensamento gnóstico passou pelos séculos e chegou a nós. Em nossos dias a afirmação é: “Eu sou bom. Sou um cara legal. Sou uma boa pessoa. Posso cometer alguns deslizes, mas no geral, eu sou bom”.

 

Esses são os negacionistas do pecado. Mas, o que João diz para essas pessoas?

 

-v.8 – enganam a si mesmas

-v.8 – a verdade não está nelas

 

C-SE DISSERMOS que não pecamos, fazemos de Deus um mentiroso

 

Vejamos agora o v. 10:

 

“Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”

 

Veja que na negação anterior, a natureza humana era o foco. Dizia-se que o homem em sua essência não é corrupto. Agora, a negação é decorrente da primeira. Se o homem é essencialmente bom, segue-se que seus atos não são pecaminosos, mas bons.

 

Esse pensamento hoje se mostra de duas formas:

 

A.  Aqueles que são vítimas. Vítimas do pecado dos outros e por isso agem como agem.

 

B.  Pessoas que pensam que fé não tem a ver com conduta na família, no trabalho, com amigos.

●    Pessoas que vão regularmente à Igreja, mas mantém relações sexuais com o namorado;

●    Pessoas que vão regularmente à Igreja, mas são tão corruptas quanto os políticos.

●    Pessoas que vão regularmente à Igreja, mas são tão gananciosas, avarentas e amantes do dinheiro quanto qualquer pessoa que professa não acreditar em Deus.

 

O problema dessa conduta é duplo:

 

-v.10 – fazemos de Deus um mentiroso;

-v.10 – A Palavra dEle não está em nós

 

Então, perceba. Negar o pecado não é o caminho, todas as vezes que negamos o pecado, mentimos, enganamos a nós mesmos e, por fim, fazemos de Deus um mentiroso.

 

Como devemos lidar com o pecado? Entenda que Deus é luz e não negue a existência do pecado em você. Vejamos como João continua:

 

3-  Confesse o pecado

 

Veja o verso 9. Ao invés de ser negacionista do pecado, o que devemos fazer? Confessar os nossos pecados. Perceba que ele diz apenas “confessar”. Ele não fala de penitências, de autoflagelo, de todas essas coisas que o romanismo tem imposto. Ele diz: confissão.

 

Quando há confissão, o que acontece? O verso 9 responde: “Ele é Fiel e Justo”. Para duas coisas:

●      perdoar os pecados;

●      purificar de toda injustiça

 

4-  Deixe o pecado

 

 No cap. 2.1, João continua sua orientação. Ele diz: “Não pequeis”. Ou seja, pecado é pecado e, ao invés de negar sua existência, ou relativizá-lo, devemos abandoná-lo. Mas, como fazer isso?

 

5-  Confie no seu Advogado

 

Ao longo de sua orientação, João se refere a Jesus de uma maneira majestosa. Veja:

 

A- 1.6 - Jesus, o Filho de Deus, é quem nos purifica de todo pecado

B- 1.9 – Jesus é Fiel e Justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça

C- 2.1- Jesus é o Advogado que está junto ao Pai intercedendo por nós.

D- 2.1 - Jesus é o Justo (o sem pecado)

E- 2.2 – Jesus é a propiciação pelos nossos pecados e de todo mundo

 

 

Meu querido irmão, como você tem lidado com o pecado? Que pecado(s) você tem tido que enfrentar? Talvez seja a amargura/ressentimento, ira, pornografia, fofoca, inveja, ganância ou incredulidade (falta de confiança em Deus).

 

Nada disso vencemos se negarmos, ou relativizarmos o pecado. A solução para o pecado não está em tratá-lo como um transtorno, na negação da existência dele, nem em uma luta solitária contra ele. Não está em pagarmos com penitências. A luta contra o pecado está em confessá-lo e confiar unicamente na pessoa e obra de Nosso Advogado, Jesus Cristo, o Justo.


pr. Nelson Galvão

 

 

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