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Como eu posso conhecer a Deus?



Confira também em áudio:




“Quem és tú, Senhor?” Essa pergunta foi feita por alguém muito religioso, quando o Senhor se apresentou a ele.

 

Essa pessoa pertencia à uma família religiosa. Como tal, foi cedo educado nos credos, ritos e orações apropriados. Na juventude foi formado na melhor escola teológica de sua época. Estudou com um dos teólogos mais renomados. Pertencia ao segmento religioso mais zeloso de sua tradição.

 

Você já deve saber a quem me refiro. Sim, Paulo. No Novo Testamento, por diversas vezes, ele se referiu a sua história. Veja algumas dessas ocasiões:

 

Quando preso em Jerusalém, ele disse:

 

“Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade. Fui instruído de acordo com o rigor da lei de nossos pais, aos pés de Gamaliel, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.” (At 22.3)

 

Ao escrever aos filipenses e gálatas, Paulo disse:

 

“circuncidado no oitavo dia, da descendência de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fui fariseu; 6 quanto ao zelo, persegui a igreja; quanto à justiça que há na lei, eu era irrepreensível.” (Fl 3.5,6)

 

“E no judaísmo eu ultrapassava a muitos da minha idade entre meu povo, sendo extremamente zeloso das tradições de meus antepassados”. (Gl 1.14)

 

Perceba que Paulo não era um homem devasso, afeito a noitadas, um corrupto, ladrão, ou coisa do gênero. Ao contrário, ele era um homem profundamente religioso, que pautava sua conduta na moralidade do judaísmo!

 

E com todo esse currículo podemos afirmar que Paulo conhecia a Deus. Correto? Bem, não é bem assim. Em Atos 9, Lucas nos conta a conversão de Paulo, que na ocasião se chamava Saulo. Ele estava em Jerusalém e liderava uma comitiva a caminho de Damasco, com autoridade para prender os cristãos e os levar para Jerusalém para serem julgados.

 

Por que Paulo fazia questão de perseguir os cristãos? O texto de Gálatas nos aponta para a resposta à essa pergunta:

 

“E no judaísmo eu ultrapassava a muitos da minha idade entre meu povo, sendo extremamente zeloso das tradições de meus antepassados”. (Gl 1.14)

 

“Extremamente zeloso das tradições de meus antepassados”. Ele realmente acreditava que ser fiel/zeloso às tradições faria com que ele fosse aceito por Deus. Por outro lado, os cristãos ensinavam que o esforço por cumprir as tradições não salva, não traz a bênção de Deus. Somente a fé em Jesus, o Cristo, pode salvar o homem, e isso sem as obras da lei.

 

No caminho para Damasco, Jesus ressurrecto foi ao encontro de Paulo. Sabe o que me chama a atenção? A pergunta que Paulo fez a Jesus: “Quem és tú, Senhor?” (At 9.5). Veja, aqui ele usa a palavra grega Κύριος, que era usada para se referir a Deus.

 

É essa mesma palavra que, anos depois de sua conversão, ao escrever para os filipenses, Paulo utiliza. Veja:

 

“Por isso, Deus também o exaltou com soberania e lhe deu o nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fl 2.9-11 – grifo meu).

 

Curioso, você não acha? Aquele que era tão zeloso em sua religião, fazia tudo para agradar a Deus, até mesmo perseguia os cristãos em nome de Deus, mas, na verdade, não conhecia a Deus.

 

Será que isso acontece com outras pessoas além de Paulo? Claro! Existem muitos religiosos, muitos que realmente acreditam que Deus irá recompensá-los se forem fiéis à suas tradições. Estes fazem orações regularmente, vão à igreja religiosamente, cumprem promessas, dão o dízimo, ajudam aos pobres, não se entregam à devassidão, têm uma vida longe de bebedeiras e noitadas. Entretanto, ainda assim se juntam à Paulo em sua pergunta: “Quem és tu, Senhor?”.

 

Sim, podemos fazer muitas coisas em nome de Deus, para Deus, e achar que Ele realmente se agrada com o que fazemos em nome dEle e para Ele, mas sem realmente conhecê-lo. Isso porque estamos cegos para Deus e nada pode nos tirar dessa condição, nem mesmo nosso esforço religioso. Ao contrário, tal qual a vida devassa, o esforço religioso é uma ofensa contra Deus, isso porque também é uma forma de rejeição à provisão de salvação que Deus dá.

 

Essa provisão dada por Deus é Seu Filho, Jesus Cristo. Somente Jesus Cristo nos tira a venda dos olhos e nos faz ver que a salvação é de graça, mediante a fé Nele, que Ele é Deus que se fez homem, morreu para pagar por nossa rebeldia contra Deus, e ressuscitou.

 

Dessa forma, eu quero me dirigir a você que é extremamente religioso, mas que tem perguntado: “Quem és tú, Senhor?” Pegue uma Bíblia, e leia com cuidado o Evangelho de João. Leia o Evangelho fazendo a seguinte pergunta: “Como eu posso realmente conhecer a Deus?” Você vai se surpreender em como João responde a essa pergunta ao longo do Evangelho, culminando nas palavras de Jesus:

 

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14.6).


pr. Nelson Galvão

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