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Até quando?


“Até quando”? Você já se fez essa pergunta? Eu já! E não uma só vez, várias vezes! Todos nós a fazemos em algum momento da vida. Ela expressa uma dor intensa e intermitente durante um período prolongado. Talvez por conta de uma enfermidade, ou uma situação com um filho, ou mesmo por conta de injustiça sofrida no trabalho.


Esses dias conversei com um missionário recém-chegado da Moldávia. Ele teve a oportunidade de atravessar a fronteira e levar socorro para famílias na Ucrânia. A guerra já dura mais de quatro meses e não dá sinais de que vai acabar. Diante do horror da guerra nos perguntamos: “Até quando”?


Talvez não passemos por situações como essa, mas sim, circunstâncias específicas nos trazem tristeza, abatimento, desânimo e até vontade de desistir. E aí em meio a lágrimas também clamamos: “Até quando?”.


O rei Davi expressa essa experiência de uma forma poética que só ele mesmo poderia fazê-lo. O Salmo 13, tem 6 versos e é dividido em três partes, cada qual com 2 versos.


Nos dois primeiros versos, Davi pergunta 4 vezes: “Até quando”? Sabemos das várias situações de angústia que o salmista passou ao longo da vida, mas não se sabe exatamente o que provocava tanta aflição na ocasião da composição deste salmo. Talvez um adversário que, maquiavelicamente, astutamente e cuidadosamente intentava o mal contra o salmista. O fato é que a pergunta “até quando?” expressa poeticamente o estado de espírito do escritor que é marcado pelo abatimento, cansaço emocional e desesperança.


É nesse estado de fragilidade de espírito que Davi se dirigiu a Deus e expressou o seu sentimento de solidão (vs. 1a), de abandono (vs. 1b), de amargura (vs. 2a) e incapacidade (vs. 2b). Eu gosto de Davi! Isso porque ele não tinha problemas em demonstrar sua humanidade e, consequentemente, toda a sua fragilidade.


Bem, a história não acaba aí! E que bom por isso! Davi nesse momento de esgotamento emocional voltou os seus olhos para Deus e Lhe dirigiu uma oração que é marcada por três verbos: atenta, responde e ilumina.


É incrível! Em momentos de fragilidade emocional o que geralmente fazemos é depreciar a vida e culpar aqueles que estão ao nosso redor. Entretanto, Davi reconhece sua fragilidade e a submete aos cuidados do Senhor. Nesses três verbos eu vejo alguém humildemente se aproximando do Pai e dizendo: “Senhor, minhas forças estão totalmente esgotadas, portanto, eu espero unicamente em Ti, atenta, responde e me ilumina”.


A partir de então, na última parte do salmo 13, os versos 5 e 6 expressam um grito diferente ecoando pelas cordas vocais do salmista: “confio”, “regozije-se” e “cantarei”.


O que aconteceu? O que mudou em Davi? O que o fez passar de um estado de espírito marcado pela aflição e desesperança, para este repleto de alegria e esperança?


A resposta está no fato de que em sincera oração diante de Deus, Davi encontrou-se com o Bom Pastor do Salmo 23; não Aquele Deus distante e desinteressado do começo do salmo 13, mas um Deus Gracioso, Salvador e Benigno (vs 5,6).


Meu querido irmão, quero encorajá-lo a perseverar, ainda que em meio a dor prolongada. Mais, buscar alegria e esperança em nosso Supremo Pastor, Jesus Cristo.


Da janela da minha sala eu vejo o nascer do sol e seus raios iluminando um maravilhoso Ipê roxo que não conseguia percebê-lo durante a madrugada. Da mesma forma, assim como Davi, no meio da aflição, clamo à alegria dos homens, Jesus, e Ele me faz ver a beleza do cuidado do Pai por mim, mesmo em meio às angustias!


“Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).


Pr. Nelson Galvão

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