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Anuncie a vitória do Rei


A pandemia do Covid 19 assolou todo o mundo. Mortes, dor, sofrimento. Como se não bastasse, políticos corruptos ainda se aproveitaram do povo. Ficamos perplexos com notícias de superfaturamentos em licitações de equipamentos de saúde, respiradouros, hospitais, etc.


Diante disso, você com certeza está lembrado, ficamos na expectativa ansiosa pelo advento da vacina, a cura que finalmente nos libertaria do flagelo.


Existe um flagelo muito maior que o Covid-19 que assola a humanidade há milênios. Ele causa morte, dor, sofrimento, separações. Este flagelo é o pecado. A rebeldia humana contra Deus nos afastou de Sua bondosa presença e nos entregou a nossa própria sorte.


E para piorar as coisas, assim como os políticos corruptos que se aproveitam da desgraça, o diabo e seus anjos se aproveitam de nossa situação nos oprimindo com o medo.


Mas existe uma boa notícia! A cura já foi encontrada! Deus providenciou essa cura.


Que cura é essa? Jesus Cristo. Sua morte e ressurreição nos trouxe vida! É isso que vemos em 1 Pedro 3.18-22. Acompanhe comigo.


Veja o v. 18: “Porque também Cristo morreu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus”.


Esse verso traz as doutrinas centrais da fé cristã. Acompanhe comigo.


A- A expiação – “Cristo morreu pelos nossos pecados”

A doutrina da expiação nos diz que Jesus Cristo pagou pelos nossos pecados. Isso significa que:


-Jesus pagou a Deus Pai pelos nossos pecados;

-Nós jamais poderíamos pagar;

-Alguém que não nós teria que pagar. Esse alguém teria que ser homem, porque a humanidade que pecou. Mas ao mesmo tempo teria que ser Deus, porque a humanidade jamais poderia fazer isso. Então, o Deus-Homem pagou por nós.


B- A suficiência – “Cristo morreu uma única vez”

A doutrina da suficiência nos diz que a morte de Cristo foi totalmente suficiente. Jesus não precisou fazer isso mas de uma vez. Ela provê total satisfação da justiça de Deus.


C- A substituição – “o justo pelos injustos”

A doutrina da justificação nos diz que o sacrifício pelo pecado foi feito por alguém, Jesus Cristo, em nosso lugar. Sendo injusto jamais poderíamos pagar. Então, Deus enviou o Justo para pagar por nós, injustos.


D- A reconciliação – “para levar-nos a Deus”

A doutrina da reconciliação nos diz que a morte de Cristo nos reconcilia com Deus. Esse é o grande problema da humanidade. Por conta da ofensa contra Deus (pecado) nos afastamos dEle em completa rebelião. Mas, Deus, em Seu infinito amor, nos buscou de volta, através da morte de Seu único Filho, Jesus Cristo.


Nesse pequeno versículo, Pedro nos ajuda a entender que a nossa salvação não foi uma conquista nossa, mas do nosso Campeão, Jesus Cristo. Ele lutou, Ele venceu por nós.


Agora, não termina aí. A vitória de Cristo através da morte foi completa quando Ele venceu a morte e humilhou os poderes das trevas. Vejamos.


“morto na carne, mas vivificado pelo Espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram rebeldes” (1 Pe 3.18b-20).


Veja que Pedro diz: “morto na carne, mas vivificado pelo Espírito”. Isso significa a morte física de Jesus e sua ressurreição. Jesus venceu a morte, ao ressuscitar no terceiro dia.


Não seguimos um guru, um professor de ética que viveu há dois mil anos atrás e ensinou verdades legais. Somos discípulos de Jesus, o Deus que se fez homem, e triunfou sobre a morte.

Na sequência, Pedro diz que Jesus “foi e pregou aos espíritos em prisão”. (1 Pe 3.19). O que isso significa? Bem, essa afirmação de Pedro tem sido motivo de controvérsia ao longo da era cristã. De acordo com Lutero, “este é um texto estranho, a passagem mais obscura, talvez, de qualquer outro no Novo Testamento, pois certamente não sei o que Pedro quer dizer”.[1]


Sendo assim, há muitas interpretações para esse texto[2]. Eis algumas delas. Vou apresentá-las em ordem cronológica.


a. Clemente de Alexandria, (séc. 3), ensinava que Cristo foi ao inferno em seu espírito proclamar a mensagem da salvação às almas dos pecadores que estavam presas lá desde o dilúvio;


b. Agostinho, por volta de 400 d.C., disse que o Cristo preexistente proclamou a salvação através de Noé ao povo que viveu antes do dilúvio;


c. Na última metade do século 6, o cardeal Belarmino introduziu a ideia que tem sido afirmada por muitos católicos romanos: em espírito, Cristo foi libertar as almas dos justos que se arrependeram antes do dilúvio e que tinham ficado no limbo, ou seja, no lugar entre o céu e o inferno, onde, de acordo com Belarmino, ficavam as almas dos santos do Antigo Testamento;


d. Comentaristas contemporâneos ensinam que o Cristo ressurreto, quando ascendeu aos céus, proclamou aos espíritos em prisão sua vitória sobre a morte.


Esta última posição me parece a que mais se aproxima da teologia bíblica. O Cristo exaltado passou pelo reino onde são mantidos os anjos caídos e proclamou seu triunfo sobre eles (c.f: Ef 6.12; Cl 2.15).


Essa interpretação parece estar mais em harmonia com o ensinamento da passagem de Pedro e com o resto das Escrituras. Por quê? Acompanhe os argumentos:


1- Em lugar nenhum das Escrituras o ser humano tem uma segunda chance de se arrepender depois da morte. (c.f a parábola do rico e do Lázaro. Lc 16.19-31);


2- “Espíritos em prisão” nunca é uma expressão usada nas Escrituras para se referir às pessoas, mas se refere a demônios. (c.f Mc 3.11 – “espíritos imundos”).


3- Nas Escrituras os espíritos demoníacos são mantidos presos. Em Apocalipse 20.7, João escreve que “Satanás será solto da sua prisão” (ver também vs. 1-3) e, em sua segunda epístola, Pedro escreve que Deus enviou anjos que pecaram “a abismos das trevas” (2Pe 2.4; comparar com Jd 6). Vamos ver isso melhor mais à frente.


4- No contexto literário imediato ele se refere a anjos, autoridades e poderes (c.f 3.22).


Diante disso, podemos pensar o seguinte:


-Como o triunfo de Jesus sobre o diabo e os seus anjos pode nos ajudar a encarar o sofrimento presente? Assim como a notícia da descoberta da cura para o COVID-19 nos liberta da opressão do medo, o triunfo de Cristo deve nos libertar da opressão do pecado e do diabo.


-Existem pessoas que vivem aterrorizadas pelo medo de espíritos demoníacos. Não é à toa que igrejas neopentecostais fazem tanto sucesso em nossos dias! São inúmeras pessoas que são aterrorizadas pelo pavor de doenças e inúmeros infortúnios que eles podem causar. Bem, eu tenho uma boa notícia, Cristo triunfou sobre eles e os expos à vergonha! Creia, confie no triunfo de Cristo.


Muito bem, Cristo venceu a morte e os poderes do mal. Sim, mas Pedro continua em seu escrito e agora mencionando Noé. Por que Pedro no v. 20 menciona Noé?


Pedro alude à Noé, porque o usa como paradigma de nossos dias. Veja:


-Nos tempos de Noé, a humanidade corrompida foi condenada;

-Somente Noé e sua família foram salvos, e isso porque creram.


Veja o que diz Hb 11.7:

“Pela fé, Noé, temente a Deus, construiu uma arca para a salvação da sua família, quando advertido sobre coisas que ainda não se viam. Por meio da fé, condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça segundo a fé.”

-Quando Noé e sua família foram salvos pelas águas, isso prefigurou o batismo.

-Da mesma forma, quando cremos no Senhor Jesus, isso nos salva, e testemunhamos dessa fé pelo batismo.


Atenção! O batismo não purifica, mas simboliza. Pedro ressalta isso no v. 21: “não é a remoção da impureza da carne”. Essa é uma alusão à circuncisão. O que salva não é a cerimônia do batismo. Não é o ato físico e exterior que nos purifica. Mas o que ele representa.


Por isso Pedro fez o contraponto em seguida: “mas, a promessa” (1 Pe 3.21). Que promessa? Essa palavra seria melhor traduzida como “pedido”. A Almeida Corrigida Fiel e Almedia Revista e Atualizada traz como “indagação”. A NVI como “compromisso”.


Em outras palavras, ao confiar unicamente em Cristo para a sua salvação, o crente está diante de Deus suplicando (pedindo) pela boa consciência que só é possível por meio da purificação dada pelo sangue de Cristo e pelo triunfo dEle sobre a morte. Tudo isso é expresso simbolicamente no batismo.


Isso significa que haverá um dia como Noé. Um dia de condenação e salvação. Condenação para os que rejeitam e salvação para os que creem. Então, hoje é o tempo de se arrepender e crer na suficiência da morte e ressurreição do Senhor Jesus.


Para você que já creu no Senhor Jesus, hoje é o tempo de proclamar a Sua morte e ressurreição. Faça isso onde o Senhor o colocou, seja entre seus familiares, amigos, ou colegas de faculdade e trabalho.


Já ouviu falar de Hiroo Onoda? Ele foi um soldado japonês enviado para uma missão nas filipinas em 1944. Com o término da guerra, Onoda permaneceu escondido durante 29 anos sem acreditar que a guerra havia terminado. Foi preciso que seu antigo comandante fosse já aposentado, fosse à ilha para o convencer do término da guerra.


Existem pessoas que mesmo com o triunfo de Cristo sobre o pecado, a morte e o diabo, ainda vivem escravizadas pelo medo. Isso porque ainda não lhes foi anunciada a vitória do Rei Jesus.


Cristo é a solução de Deus para o flagelo que assola a humanidade há milênios. O Seu próprio sangue é a cura para o pecado. Além disso, Ele proclamou Sua vitória aos Seus inimigos, os levando à vergonha, de modo que eles não têm mais domínio sobre nós. Então, anunciemos a Sua vitória!


pr. Nelson Galvão


Referências [1] Luther, Martin. The Epistles of St. Peter and St. Jude Preached and Explained (p. 121). Edição do Kindle. [2] Simon J. Kistemaker

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