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A quem você adora?


Você sabia que na Índia existem em torno de 330 milhões de deuses? Sim, e esse é o número oficial. Pode ser que chegue a 1 bilhão! Vem daí a famosa declaração: “Na Índia existem tantos deuses quanto o número de devotos”.


No ocidente, diferentemente da Índia, vivemos em uma cultura em que a maioria das pessoas se denominam cristãs. Sendo assim, a resposta à pergunta “a quem você adora?”, é rapidamente respondida: “Deus”, é claro!


Porém, isso não é inteiramente verdade. Os santos católicos não são deuses (de acordo com a teologia oficial católica), mas na prática funcionam como um verdadeiro panteão de divindades, que pode-se recorrer, a depender da situação. Até mesmo os documentos católicos oficiais dizem que estes santos são mediadores, intercedem no céu, pelos aflitos na terra. Veja a declaração abaixo:


“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade. (...) Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam, por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na Terra. (...) Sua solicitude fraterna ajuda muito à nossa debilidade." (CIC §956)


O G1 trouxe uma matéria cujo título é muito curioso: “Saiba a que santo recorrer na hora do aperto”[1]. E aí traz uma lista que não é exaustiva. Segue alguns:


-São Judas Tadeu – Santo das causas impossíveis

-São Jorge – O santo guerreiro

-Santa Edwiges – Padroeira dos endividados

-São Francisco de Assis – Padroeiro da ecologia

-Santo Antônio – Santo casamenteiro


Bem, à essa altura talvez você esteja pensando: “Que bom que não sou indiano, ou católico”!


Certo, mas me permita “colocar uma mosca nessa sopa”! O nosso coração fabrica inúmeros deuses em que o tempo inteiro temos a tentação de nos curvar a eles, depositando a nossa inteira confiança. Um deus é aquilo em que colocamos a nossa esperança, a nossa alegria e aquilo em que confiamos para obter o que queremos. E aí, de acordo com o que disse um famoso reformador: “O nosso coração é uma fábrica de ídolos”. Por exemplo:


-A busca por dinheiro. Muita gente está disposta a sacrificar a saúde, o casamento, os filhos, só para ter mais! Jesus chamou isso de Mamom (uma divindade, Mt 6.24).

-A ânsia pelo bem-estar. A nossa cultura cultua o bem-estar. Devo ser, ter, fazer e buscar tudo o que me faz sentir bem e aquilo que não nos faz sentir assim, deve cancelado. E aí a lista é extensa: uma gravidez pode ser interrompida porque não estava nos planos; o gênero pode ser mudado porque não condiz com o como a pessoa se sente; o casamento pode ser terminado, uma vez que o cônjuge já não corresponde mais; o lazer é posto em altíssima prioridade, uma vez que, afinal, nos sentimos bem!

-O romance. Me refiro àquela paixão avassaladora que é cultuada em músicas sertanejas e avacalhada na “sofrência”. Uma paixão que faz com que as pessoas deixem suas famílias e partam em busca de uma aventura, e ainda justificam dizendo: “A paixão me pegou, não pude fazer nada”!!!

--O culto a coisas boas. Em muitas ocasiões nos curvamos até mesmo diante de coisas boas (casamento, filhos, trabalho, etc), mas erigimos altares a elas. Fazemos isso quando nossa alegria e satisfação depende dessas coisas. Um teste bem simples é responder à pergunta: “O que me faz, ou faria, perder a vontade de viver se eu deixar de ter?”.


Não pretendo ser exaustivo aqui. A lista de divindades de nossa época é muito grande. Mas, sabe o que é mais incrível de tudo isso? Em muitas ocasiões pretendemos adorar a Deus e também a esses deuses! Como? Quando buscamos a Deus com vistas a alcançar essas coisas (dinheiro, bem-estar, romance, sexo, poder, etc)! Fazendo assim, queremos usar Deus para os nossos propósitos!


Diante disso, precisamos nos lembrar do primeiro mandamento que continua atual como nunca:


“Não terás outros deuses além de mim.” (Ex 20.3).


Jesus é o verdadeiro Deus e Ele não admite que o nosso coração esteja dividido. É por isso que ele disse:


“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim.” (Mt 10.37).


Veja, Jesus não disse que temos que abandonar a nossa família! O que Ele disse é que na adoração a Ele, a exclusividade é requerida. O nosso coração não pode estar dividido, se curvar a Ele e também a outras coisas. Não dá para dizer que somos discípulos de Cristo e vivermos de acordo com o que queremos, quando queremos, como queremos. A adoração ao verdadeiro Deus, Jesus Cristo, requer exclusividade. Não podemos usá-lo para alcançar nossos desejos/deuses!


Sendo assim, me permita perguntar: A quem você adora?


Pr. Nelson Galvão


Referência [1] https://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL932116-5598,00-SAIBA+A+QUE+SANTO+RECORRER+NA+HORA+DO+APERTO.html

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